Diminuindo o custo de Importação Via Santos

Toda hora é hora de rever custos e processos internos na empresa. Na crise e com o dólar alto, esta revisão torna-se mais importante ainda. Aqui na FLOW estamos sempre em busca de achar maneiras legais, que gerem alguma economia no processo. Juntando um pouco dali, um pouco daqui, a redução pode impactar bastante no custo final da importação.

Uma alternativa que usamos faz tempo, com cargas consolidadas (menores que um conteiner)  é a importação aqui para o Sul (RS), pelo Porto de Santos, ao invés de importar pelo porto de Rio Grande. Lembrando, isso vale apenas para carga LCL (consolidada com outras cargas, de 15CBM para baixo aproximadamente – depende de agente para agente).

A armazenagem de Rio Grande hoje tem dois tipos de serviço que tem taxação mínima – a armazenagem e a taxa de Fiel Depósito. Abrimos mais detalhadamente os valores abaixo:

Armazenagem – 0,04 % por dia sobre o valor CIF – Mínimo R$ 600,00
Fiel Depósito – 0,35% sobre o valor CIF – Mínimo de R$ 600,00
Presença de  Carga – R$ 50,00 por Processo
ISPS: R$ 38,00 por Conteiner
Scanner se FCL: R$ 350,00 por Conteiner

Isto é, independente do tamanho da carga, já se paga no mínimo R$ 1.288,00 de taxas numa carga LCL e R$ 1.638,00 uma carga FCL (Full Conteiner Loaded). Vale ressaltar que a maioria das empresas não fica em Rio Grande, logo devemos adicionar o frete rodoviário até a empresa.

Num embarque via Santos, a carga tem isenção de armazenagem por 10-15 dias (dependendo da negociação do agente). Você paga o frete internacional até Santos, mais a DTA (Declaração de Trânsito Aduaneiro) que trata-se do transporte da carga, ainda não nacionalizada, de Santos para um porto seco no Rio Grande do Sul de sua escolha (BAGERGS, EADI – Novo Hamburgo ou Eadi – Caxias). O valor da DTA varia de USD 15,00 a USD 30,00 por ton/m. Os valores variam da época, do agente de carga e do serviço. Depois disso paga-se a armazenagem nesses portos secos, que geralmente são bem mais baratos que portos e aeroportos. Vale ressaltar que as empresas mais próximas da região metropolitana, acabarão tendo uma ótima redução de frete rodoviário interno, em comparação se a carga estivesse em Rio Grande.

Há que ser ter cuidados, para esta economia não sair mais cara. Abaixo alguns lembretes para evitar traumas se você optar por experimentar este serviço:

  • Documentação – Tenha os originais e cópia de todos os documentos antes da carga chegar em Santos, pois será necessário para fazer o processo da DTA.
  • Peso e Divergências – Oriente bem o exportador a cuidar ainda mais das questões de peso bruto da mercadoria, identificação e quantidade de volumes nos documentos. Quando a carga chega em Santos, além do extrato de avarias, ela é pesada e qualquer divergência de informações encontrada, o importador deverá solicitar alteração do BL. Isso pode levar até 30 dias e daí a armazenagem de Santos que é bem alta, depois dos 10 – 15 dias de isenção do agente;
  • Embalagem – A sua carga será manuseada algumas vezes nesse processo – Embarque na origem, descarregamento em Santos, carregamento no caminhão que faz o transporte rodoviário até RS, descarregamento no armazém nos RS carregamento no porto seco e entrega na sua empresa. A embalagem deverá ser reforçada e paletizada para evitar avarias mais grossas.

Espero que tenhamos ajudado! Quer uma simulação de uma carga sua, ou queres entender mais os prazos e processos? Entre em contato com a gente no email flow@flowcomex.com.br

Ficaremos felizes em ajudar! 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *